segunda-feira, 2 de novembro de 2009

hádeacostumar

porque tudo que começa
há de acabar um dia
é preciso que eu me acostume com essa palavra

acabar, dar fim, findar, encerrar; ser e deixar de ser.
passa rapido, que nem relógio.

logo, não precisa que doa tanto.
como já devo ter dito alguma vez na vida: acostuma.
aí depois, é tudo nãodor

(embora lateje em determinados dias mais, digamos, desacostumados)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

reticências.

Eu disse que eu mudaria
Que isso não mais aconteceria
Que eu tentaria, tentaria até conseguir
Ter o mínimo de vida, pelo menos
Mas terminei sendo fraca..e ser fraca até me ajuda a ter vergonha na cara e mudar nem que seja por vergonha mesmo.
E caí.
De novo.
Eu fiz de novo...
Procurei os melhores motivos para deixarem meu dia ainda pior.
Eu devo gostar...
Chega a ser inacreditável..


até
reticências.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

propício

“– Como é que vocês todas conseguem falar tão bem? – disse Alice, tentando melhorar o humor do Lírio-tigrino com o elogio. – Eu já estive antes em muitos jardins, mas nenhuma das flores sabia falar.

– Coloque a mão no chão e apalpe a terra – disse o Lírio-tigrino. – Aí você vai saber por que nós falamos tão bem.

Alice obedeceu.

– Mas que chão bem duro! – disse ela – Só não sei o que isso tem a ver.

– Na maioria dos jardins – respondeu o Lírio-tigrino – eles deixam a terra dos canteiros tão fofa que as flores dormem o tempo todo."


isso é o que dá, plantar amores em terra fofa..
ele dorme.
correndo o risco de nem acordar mais.

me chegas.

E por mais que tu digas que nada devo esperar, eu espero...
Eu espero o que há de pior, o nada.
o absolutamente nada.
e esperar nada, suponho, é esperar alguma coisa.
isso..alguma coisa..qualquer coisa.
Afinal, cada promessa feita por ti vem acrescentada de um "jamais cumprirei"

é..
tu me queres assim, porque é assim que és.

eu não sou tu!
repito:
eu não sou tu
tu que és.