segunda-feira, 23 de julho de 2012

framboesa




e depois veio o outro

o outro amor..quero dizer

ou quase-amor

era isso: ela quase amava


sentimento não se sente devagarzinho...

quando é devagarzinho é pensamento

e pensamento é a cabeça falando!

e era devagar...mas invadia!



tinham destido de tocar
ela não..

os dedos!


mas ela era uma fruta..

e fruta toca com o corpo todo
com a carne toda
a folhinha verdinha que fica em cima..toca!

e fruta não corta!

dói demais cortar..

ela era tão doce
mesmo quando se confundia no amargo do outro.


talvez apodreça

mas eu prefiro acreditar que depois vai vir o outro!

dessa vez doce, decerto!

sábado, 14 de julho de 2012

e todos aqueles discursos quase ou totalmente poéticos sobre o uso da palavras...

tem seu fracasso comprovado!


é..o fracasso do discurso

do uso

delas

sexta-feira, 1 de junho de 2012

legar ou deixar

aceitar que as peças desse lego não são as certas
mesmo que se tente, corte, quebre ou até se ignore e viva com as peças erradas..(a compreensão sempre facilita as coisas)


elas não se encaixam..

elas nunca vão encaixar..
e não dá mais pra comprar outro lego
porque as peças são únicas



parece compreensível dizendo assim..
de uma vez só: "elas não se encaixam"
como se fosse fácil
como se fosse uma dor ajustável, ajudável ou recuperável


elas não se e n c a i x a m!

sábado, 12 de maio de 2012

sangra




ninguém tem mesmo que entender

sem decepção..
sem drama..
sem dor..

o encontro consigo comprova que no fundo é só...

você!

(pense na economia das palavras e no (in)esgotamento dos sentidos)