~as faltas de ar não passaram~
de início achou que era a falta
a ausência
as inconstâncias
mas ai veio a presença ~prometida~
constante
rotineira
habitual
e o ar ainda falta
dessa vez na tua presença
quando sai um pouco do esperado
quando teu olhar se perde numa comunicação nova
quando a intensidade se confunde com costume
quando o beijo não mais inunda
quando teu olhar encontra qualquer outro
ela sente que ele também te é familiar
como o dela
que aquele encontro
também é rotineiro/constante/habitual
como o dela
que vocês não mais são "nós"
que nunca foram
ainda (há) falta
muito
ar
-na tua
presença-
segunda-feira, 12 de junho de 2017
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
in(deed)
dessa vez ela não acha mais que é drama
reordena as ideias
enumera os prós
as intuições
a lua
o sol
não que ela esteja sã
faz tempo que as sinapses não ocorrem da melhor forma
o coração aperta com facilidade
as extremidades congelam quando algo sai do previsto
mas ela pensa
o tempo todo
remoe
revive
reprograma
de uns tempos pra cá ela tem tido medo de se perder
de esquecer o que importa
o que faz bem
e decidiu que seria assim (de novo)
só o que faz bem fica
sem desespero
sem dor
ninguém nunca que pode ocupar todos os sentidos
mas se eles importam
são eles que ficam
e confirma o previsto:
primeiro os sentidos
todos
ocupados
e acolhidos
depois
o resto
primeiro in
depois out
reordena as ideias
enumera os prós
as intuições
a lua
o sol
não que ela esteja sã
faz tempo que as sinapses não ocorrem da melhor forma
o coração aperta com facilidade
as extremidades congelam quando algo sai do previsto
mas ela pensa
o tempo todo
remoe
revive
reprograma
de uns tempos pra cá ela tem tido medo de se perder
de esquecer o que importa
o que faz bem
e decidiu que seria assim (de novo)
só o que faz bem fica
sem desespero
sem dor
ninguém nunca que pode ocupar todos os sentidos
mas se eles importam
são eles que ficam
e confirma o previsto:
primeiro os sentidos
todos
ocupados
e acolhidos
depois
o resto
primeiro in
depois out
quarta-feira, 15 de junho de 2016
chão
dia desses decidiu: as ambições são superestimadas
admirava os de vida tranquila
com pouco dinheiro
com muito prazer
admirava os de razão serena
os de motivo ar
os que acordam pela beleza do sol
pra admirar o céu
pra ver o dia passar na calçada
admirava, com prazer, as pessoas de vida simples
a moça ar do emprego na livraria
que tinha o que precisava
fazia o que queria
talvez ela não possa viajar pra europa
ou ir passear pelo rio de janeiro nas férias
mas pensando bem
a moça de vida chão, também não
a vida dela é assim:
corre contra o tempo o tempo todo
acorda pra cumprir ordens
dorme cedo pra cumprir os planos do dia seguinte
vive a segunda, planejando a quinta
no domingo já sofre pela terça
e na sexta?
dorme cedo porque os planos do sábado estão a todo fogo
quanto mais evoluem os planos, quanto mais se concretizam
menos amor ela sente
com menos vontade ela vive
ela não se decepcionava
ela sofria desde o começo, pra na hora da decepção tá
calejada e já nem sentir
ela sofre o tempo todo achando que, assim, vai doer menos no
fim
não sabe ela
que assim
ela só doi
ela só vai
ela já foi.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
fim(dar)
ela se iguala ao fim do poço
se revira entre as pedrinhas pontiagudas que lá habitam
não deseja a volta
por ora, deixar estar
machucada
silenciosa
cortada
sozinha.
sem cobranças
sem gritos
sem choros
a diferença é que ela escala
uma hora ela escala
sem aptidão
sem instrumentos
ela sobe
devagar
com força
mas devagar
e quando chega
ela celebra
ela insiste
ela continua
porque quando a gente mergulha
quando a gente vai até o fundo
a gente anseia a subida
pra respirar
pra recuperar a vida
os dias
o coração
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