acontecem e se frustram...
por elas mesmas
independem de vontades
frustrações que nem são tão definitivas assim.
o problema é que depois que sente, depois que vai, depois que dói.
não para mais não.
a dor sim é irredutível
quarta-feira, 31 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
juras
como já dito, falado, escrito:
eu dito,
esquivo,
eu g r i t o!
e peço
e peço
e repito o pedido!
- por favor!
suplico
mas, de fato, não podes
não sabes que queres
que não queres, no caso.
então, ao acaso, diz-me qualquer coisa
ou faz-me qualquer gesto
que eu juro, eu juro, eu juro
que interpreto...
certo!
decerto.
eu dito,
esquivo,
eu g r i t o!
e peço
e peço
e repito o pedido!
- por favor!
suplico
mas, de fato, não podes
não sabes que queres
que não queres, no caso.
então, ao acaso, diz-me qualquer coisa
ou faz-me qualquer gesto
que eu juro, eu juro, eu juro
que interpreto...
certo!
decerto.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
caiof
Ela estava tão dentro dele quanto ele dentro Dela.
Intrincados, a ponto de um tornar-se ao mesmo tempo fundo e superfície do outro.
Amenizava-se às vezes no decorrer do dia, nuvens que se dissipam, turvo de água clareando até o cair da noite surpreendê-lo nítido, passado a limpo, passado a ferro.
Então sorria, dava telefonemas, cantava ou ia ao cinema.
Mas em outras vezes adensava-se feito céu cada vez mais escuro, turvo agitado subindo do fundo, vidro bafejado.
Sem dormir, fosforescia entre os lençóis ouvindo os ruídos da madrugada chegarem como abafados por uma grossa camada de algodão.
Dissipava-se ou concentrava-se na manhã seguinte e, concentrando-se, não era uma manhã seguinte, mas apenas uma fluida e mansa continuação sem solavancos.
Seu maior medo era o destemor que sentia.
Íntegro, sem mágoas nem carências ou expectativas.
Inteiro, sem memórias nem fantasias.
Mesmo o não-medo sequer sentia, pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço.
pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço.
pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço.
pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço.
Intrincados, a ponto de um tornar-se ao mesmo tempo fundo e superfície do outro.
Amenizava-se às vezes no decorrer do dia, nuvens que se dissipam, turvo de água clareando até o cair da noite surpreendê-lo nítido, passado a limpo, passado a ferro.
Então sorria, dava telefonemas, cantava ou ia ao cinema.
Mas em outras vezes adensava-se feito céu cada vez mais escuro, turvo agitado subindo do fundo, vidro bafejado.
Sem dormir, fosforescia entre os lençóis ouvindo os ruídos da madrugada chegarem como abafados por uma grossa camada de algodão.
Dissipava-se ou concentrava-se na manhã seguinte e, concentrando-se, não era uma manhã seguinte, mas apenas uma fluida e mansa continuação sem solavancos.
Seu maior medo era o destemor que sentia.
Íntegro, sem mágoas nem carências ou expectativas.
Inteiro, sem memórias nem fantasias.
Mesmo o não-medo sequer sentia, pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço.
pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço.
pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço.
pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
"
e mais uma vez eu calo.
sentir é um "mérito" apenas meu.
ficas com o meu silêncio...
assim prefiro e assim será(s).
melhor mesmo é conservar essa aspa a direita e a esquerda.
facilita.
não as esquece, por favor.
sentir é um "mérito" apenas meu.
ficas com o meu silêncio...
assim prefiro e assim será(s).
melhor mesmo é conservar essa aspa a direita e a esquerda.
facilita.
não as esquece, por favor.
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