domingo, 14 de agosto de 2011
mulherdeverdade
Recife, 14 de agosto de 2011
Amélia,
eu queria dizer-te mil coisas, justificar-me, tentar explicar de alguma forma tudo isso aqui.
eu sei que é tarde, mas me doeu muito te ver feliz.
é egoísmo (sabes que desse defeito não me desgarro), eu sei!
mas é que...era pra ser eu, sabe?
eu sei que vais me dizer que a culpa foi minha e que sempre tu estavas me esperando e aguentando tudo tudo tudo!
eu sei.
mas porra, a gente é mais que isso.
por mais que tentemos, acho que vai ser difícil que a gente suma um da vida do outro.
eu não quero me demorar com as palavras..tenho tentado diminuí-las.
eu só tenho um pedido a te fazer:
volta pra mim!
para sempre teu,
francisco
Recife, 18 de agosto de 2011
Chico,
se tentas diminuir as palavras da tua vida, digo-te que estou na mesma tentativa e tenho obtido sucesso.
não se volta para onde nunca se foi.
e não se usa 'para sempres' hoje em dia,
amélia
terça-feira, 7 de junho de 2011
aceita(ação)
e sabe de uma coisa?
mesmo que pareça, mesmo que eu até às vezes esqueça
não é na superfície que estamos
é só em um fundo um pouco diferente do de todo mundo
suspenso...
morto
vivo
morto...
(superfície tira o real! "real, embora invisível")
mesmo que pareça, mesmo que eu até às vezes esqueça
não é na superfície que estamos
é só em um fundo um pouco diferente do de todo mundo
suspenso...
morto
vivo
morto...
(superfície tira o real! "real, embora invisível")
terça-feira, 24 de maio de 2011
não.
'um fundo desprezo pela minha dor mediana!
pela minha rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu.
depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas.
ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio -, que nunca caiu nessas ciladas.
pois como já dizia Drummond, "o amor car(o,a,) colega esse não consola nunca de núncaras".
e apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins.'
caiof
discordo do fim
e apesar de tudo eu penso não, eu digo não, eu quero Sins.
mas digo penso peço quero grito: não. (vvvvvvvvvvvvvvvvelocidade)
aicoração.
pela minha rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu.
depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas.
ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio -, que nunca caiu nessas ciladas.
pois como já dizia Drummond, "o amor car(o,a,) colega esse não consola nunca de núncaras".
e apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins.'
caiof
discordo do fim
e apesar de tudo eu penso não, eu digo não, eu quero Sins.
mas digo penso peço quero grito: não. (vvvvvvvvvvvvvvvvelocidade)
aicoração.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
ordenei-me quieta
a expressão tem trazido prejuízos
o silêncio deve falar mais alto.
é interessante que se cale.
(ouço de forma bem mais rude)
é bom que rezem para que não seja eterno.
tenho a impressão de estar sendo meio definitiva às vezes
impor a si é meio doloroso
ai
"nós que guardamos o grito em segredo inviolável"
o silêncio deve falar mais alto.
é interessante que se cale.
(ouço de forma bem mais rude)
é bom que rezem para que não seja eterno.
tenho a impressão de estar sendo meio definitiva às vezes
impor a si é meio doloroso
ai
"nós que guardamos o grito em segredo inviolável"
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