ou não.
quem diria? quem diria o que?
Precisa que alguém diga?
Há tanta necessidade de palavras nessa minha vida que desespera.
Exato! vou repetir: desesperador.
Esse projeto de extinguir as palavras não viria numa boa hora.
Hoje eu estou tão necessitada delas.
Embora elas não traduzam o que eu quero traduzir, pois é! quero traduzir algo para a língua humana..Estou procurando-as e nenhuma se enquadra com a realidade
é estranho porque elas foram criadas para representar justamente o momento atual! sentir algo e poder passar tal sensação para fora do cérebro.
Mas não sái! por incrível que pareça procurei palavras bonitas para rechear meu texto, e para elevar o meu conceito da auto-crítica de hoje..mas não achei porra nenhuma! Procurei novamente, baixando o patamar de beleza..procurei umas até bastante comuns. Até que algumas chegaram pouco perto da sensação..mas não representaram fielmente (não sei pra que essa necessidade de fidelidade com o pensamento..eu nunca quis ser fiel mesmo)! Sem preconceito com as do mais baixo patamar, preferi nem olhá-las. Aliás, eu estava com preconceito mesmo..não senti necessidade de lê-las nesse momento..por elas serem baixas mesmo! já abaixei demais. Logo hoje que eu até me senti meio próxima delas..preferi nem lê-las(repito) para não achar o que eu procurava nesses mais baixos locais de palavras.
Enfim..nem eu sei mais o que eu disse e pensei naquele momento
Agora já virou passado! Engraçado era tudo tão presente agorinha.
Ai..que rapidez meu deus
Acabei de achar uma definição algumas linhas depois de ter escrito que nada representaria meu sentimento de hoje
Mas não vou escrevê-la.
Vou substitui-la por outra...terminei achando uma muito baixa que veio sem querer na minha cabeça
Vou contra o destino e a intuição
A quem importa?
Pois é.
(se controla para não emití-la, maria! é tão pequena e podre (isso: PODRE) que se alguém ouvir podem me julgar errado)
(julgar? pois é. hoje eu me importo com o que os seres humanos que me circundam pensar e falam. Tomara que seja só hoje!)
já me arrependi de ter escrito isso.
"isso" mesmo!
"isso" tem a definição de 'sem valor' mesmo?
sei lá disso!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
um pingo!
Há alguns minutos atrás escrevi o que vai ser colocado aqui neste momento. (dependendo do ângulo)
Porém, muita coisa já mudou. Preferi não alterar tal escrito, por nenhuma razão óbvia. Muita coisa a seguir já tenho como erradas, elas chegam a me ofender. Mas isso não importa.
.
tem hora que o lago seca.
incrível pensar desta forma; até porque eu juro que nas minhas camadas mais internas eu me vejo como um ser otimista, aliás até nas camadas mais afastadas do meu núcleo(só meu) eu me vejo desta forma também.
(só para comentar-me: nao sei porque jurei)
deve haver alguma chuvinha! até no sertão há. Porque logo o meu (O MEU) lago secará? uuuuuuuuufa.
foi só um susto.
Há de vir uns chuviscos! Eu emanei pra cima algumas frases que evaporaram até sem querer de mim e de acordo com o ciclo elas devem voltar aqui para baixo.
Espero que nenhuma montanha nem planaltos atrapalhem.
É minha tacada final.
Estou acreditando no meu otimismo! (quem diria que eu estaria tão confiante hoje, h o j e )
Porém, muita coisa já mudou. Preferi não alterar tal escrito, por nenhuma razão óbvia. Muita coisa a seguir já tenho como erradas, elas chegam a me ofender. Mas isso não importa.
.
tem hora que o lago seca.
incrível pensar desta forma; até porque eu juro que nas minhas camadas mais internas eu me vejo como um ser otimista, aliás até nas camadas mais afastadas do meu núcleo(só meu) eu me vejo desta forma também.
(só para comentar-me: nao sei porque jurei)
deve haver alguma chuvinha! até no sertão há. Porque logo o meu (O MEU) lago secará? uuuuuuuuufa.
foi só um susto.
Há de vir uns chuviscos! Eu emanei pra cima algumas frases que evaporaram até sem querer de mim e de acordo com o ciclo elas devem voltar aqui para baixo.
Espero que nenhuma montanha nem planaltos atrapalhem.
É minha tacada final.
Estou acreditando no meu otimismo! (quem diria que eu estaria tão confiante hoje, h o j e )
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
emfunçãode.
E quando tudo resolve finalmente sair da parábola com concavidade voltada para baixo e virar reta; eu simplesmente canso de querer reta, e quero mais do que tudo uma parábola, dessa vez, decerto, com concavidade voltada para cima.
Como Clarice em um dia, provavelmente parecido com esse meu,pensou/disse/escreveu: 'Quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos!'
Vai ver que é isso. Resolvi prestar muita atenção, por costume mesmo (essa minha mania de ter as coisas pelo menos "meio certas demais"). Mesmo sabendo o quanto a atenção me deixaria atraída demais por algo que, arrisco dizer : não me acrescentou nada.
Era justamente distração que eu mais queria! Era t u d o o que eu mais queria.
É.
Como Clarice em um dia, provavelmente parecido com esse meu,pensou/disse/escreveu: 'Quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos!'
Vai ver que é isso. Resolvi prestar muita atenção, por costume mesmo (essa minha mania de ter as coisas pelo menos "meio certas demais"). Mesmo sabendo o quanto a atenção me deixaria atraída demais por algo que, arrisco dizer : não me acrescentou nada.
Era justamente distração que eu mais queria! Era t u d o o que eu mais queria.
É.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
emudecer. (descer do mundo)
(adaptação.)
Na primeira noite eles se aproximam, entram, passam breves minutos sentados no jardim, arrancam uma flor e levam-na consigo, em silêncio (tal como um roubo.) - e eu não digo nada-
Na segunda noite sem se preocupar mais com o silêncio, entram, sentam no chão do meu (MEU) jardim, ouço gritos em vez de sussuros, depois arrancam o máximo de flores que seus braços suportam levar, e se retiram à passos largos e duros. (barulhentos, eu diria) - e eu não digo nada -
Até que uma noite, entram, passam o jardim (não precisam mais das minhas flores,das minhas inexistentes flores), entram em minha casa e levam tudo o que conseguem levar em suas mãos (repito: tudo o que conseguem levar da minha casa em suas mãos, mãos.), sobem no telhado (para chegaram um pouco mais perto dela) e levam a minha lua. E quando o final da noite se aproxima e a saída (saída pela porta principal, não precisam fugir) torna-se inevitável,arrancam-me a garganta! E porque eu não disse nada,já não posso dizer mais nada.
não posso dizer mais nada.
Na primeira noite eles se aproximam, entram, passam breves minutos sentados no jardim, arrancam uma flor e levam-na consigo, em silêncio (tal como um roubo.) - e eu não digo nada-
Na segunda noite sem se preocupar mais com o silêncio, entram, sentam no chão do meu (MEU) jardim, ouço gritos em vez de sussuros, depois arrancam o máximo de flores que seus braços suportam levar, e se retiram à passos largos e duros. (barulhentos, eu diria) - e eu não digo nada -
Até que uma noite, entram, passam o jardim (não precisam mais das minhas flores,das minhas inexistentes flores), entram em minha casa e levam tudo o que conseguem levar em suas mãos (repito: tudo o que conseguem levar da minha casa em suas mãos, mãos.), sobem no telhado (para chegaram um pouco mais perto dela) e levam a minha lua. E quando o final da noite se aproxima e a saída (saída pela porta principal, não precisam fugir) torna-se inevitável,arrancam-me a garganta! E porque eu não disse nada,já não posso dizer mais nada.
não posso dizer mais nada.
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